Buenas!
Galera se puxando nas perguntas. Fico honrado.
E podem mandar mais =D
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emilio_tm1° - Qual o grau de importânica da originalidade dentro da mágica ?Para mim a originalidade é o que separa uma obra de arte de uma obra de artesanato. Uma obra de arte é única e original, enquanto o artesanato é coletivo e reproduzível
ad infinitum.
Nesse sentido creio que um grande número de mágicos não passam de artesãos, pois o que eles fazem não é arte e sim artesanato. Não que isso os coloque em um patamar inferior ao dos artistas, bem pelo contrário, o artesantao tem seu valor também. Porém este valor não reside na originalidade.
Assim, a originalidade é que, fundamentalmente, define um artista.
Um dia hei de falar mais sobre isso
2° - Qual o sentido final, segundo você, de se fazer mágicas ?Não sou o tipo de pessoa que acredita em "finalidades", mas sim "processos", ou seja, pouco importa onde determinada caminho irá me levar, o importante é como eu chegarei lá. Nesse sentido, e pegando o gancho da pergunta anterior, eu diria que mais importante do que a finalidade com a qual se faz mágicas é o caminho que o mágico percorre. Seja o mágico um artista ou um artesão.
Pouco importa se o mágico almeja a fama da mídia, o reconhecimento de outros mágicos, "pagar de fodão" no seu círculo de amizades ou simplesmente o prazer e a satisfção pessoal. Seja qual for a razão de fazer mágica, é preciso que o mágico se comporte como um mágico. Que durante seu caminho aprenda os valores de humildade, honestidade, boa convivência, etc. Que ele seja uma pessoa melhor.
O mágico que não se tornar uma pessoa melhor com o tempo, esteja ele onde estiver - mídia, quintal de casa ou julgando um FISM - falhou como um mágico.
Particularmente, minha meta como mágico, é ter um hobby "artístico", por pura satisfação pessoal mesmo. E também para manter o cérebro ativo e assim tentar prevenir o Alzheimer

. Mas acima de tudo quero que a mágica me ensine esses valores.
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Felipe BarbieriPrimeiro muito obrigado pelo elogio!
1-Você trabalha/pretende trabalhar profissionalmente com mágica? Já fez shows cobrando por isso?Quando comecei não tinha por objetivo misturar mágica com dinheiro. E mesmo hoje não almejo misturar mágica com dinheiro. Como disse acima faço mágica por pura satisfação pessoal.
Gosto de ter a mágica por hobby e não gostaria que a mágica se tornasse uma obrigação na minha vida. Mas confesso que já me ocorreu de tentar fazer desse hobby uma profissão. Não vou dizer que "nunca farei apresentações por dinheiro", mas esse dia ainda está longe.
2-Muitos não falam bem dos mágicos brasileiros, por outro lado temos grandes campeões como Eduardo Peres, Rafael Tubino, Baltresca e outros...qual posição você toma nessa discussão?Bom, eu acho que o principal problema do mágico brasileiro é a falta de uma identidade própria. Somos
experts nas novidades do mercado mundial de mágica, dos grandes
dealers e empresas de produtos mágicos, e esquecemos da nossa raíz tupiniquim.
E essa falta de identidade própria, nos faz rechaçar de pronto tudo que não é "made in USA". Música, comida, roupas, mágica, filmes... Tudo que vem de lá é, por definição, melhor do que o que temos aqui.
Uma faculdade aqui do Rio Grande do Sul que uma época usou o seguinte slogan: "
Pés na região, olhos no mundo". Acho que esse deveria ser o mote dos mágicos brasileiro. Manter sim os olhos nas novidades, em tudo o que acontece lá fora, mas também lembrar que nossas raízes, nossos pés estão aqui. É triste - e ao mesmo tempo irônico - um mágico brasileiro ter que ir à Las Vegas, Londres ou Nova York para ter um nome forte no mercado nacional.
Deveríamos trabalhar nesse sentido: A construção de uma identidade própria a nível nacional. Termos mais orgulho de nossas raízes e também nos dedicarmos mais a conhecer o que se tem feito na mágica aqui no Brasil. em suma: acho que nos falta um bom tanto de vergonha na cara.
E como criar essa identidade própria? Oxalá eu tivesse uma resposta pronta. Independente disse, esse é um desafio que eu acho que nós mágicos PRECISAMOS começar a encarar e trabalhar em cima disso.
3-Imagine a seguinte situação:
Você faz uma mágica que não necessita de nenhuma habilidade manual do mágico, em que o aparelho faz tudo automaticamente, e uma pessoa te questiona querendo saber onde comprou aquele material. Você responde que comprou em uma loja de mágicas, e logo em seguida ela retruca, curiosa em saber se junto com o material vem o manual para executá-la. E ai, o que você diz?
a)Mente e diz que não vem com manual
b)Diz a verdade e conta que vem com um manual
c)Mente e diz que você que tem que se virar
d)Mente e diz que as lojas de mágicas não vendem pra qualquer um (eu faço isso)
e)Outro: ExpliqueRapaz... Olha, eu creio que ficaria com a segunda opção. Diria que no custo de uma mágica está embutido o preço do segredo e que por isso ele precisa e deve ser valorizado. Porém faria uma ressalva bem grande ao curioso. Diria que a mágica não está no aparelho, nem no botão, mas sim no mágico. Tentaria explicar (ou até ensinar, dependendo do caso) que a mágica deve acontecer apesar do aparelho.
Isso me lembrou uma vez onde um amigo me perguntou: "
Existe mesmo mágica, o é tudo habilidade manual?". Respondi que sim, existe mágica. Mas ela está na postura, na voz, no comportamento do mágico. Por isso algumas apresentações são tão memoráveis. Que por mais que você observe e descubra os movimentos, ainda assim houve mágica.
Amplexos!